Segurança Alimentar
16 de Outubro – Dia Mundial da alimentação.
Não se pode falar de alimentos e dia mundial da alimentação sem falar de segurança alimentar.
Já que estamos em vésperas do dia Mundial da alimentação, a segurança alimentar pode ser facilmente incluída na mesma temática a partir da sensibilização sobre a importância de lavar bem as mãos, de lavar bem os alimentos, e investigar o que acontece aos alimentos se não forem armazenados corretamente.
Nas minhas aulas de ciências experimentais para os mais pequenos, aprendemos sobre a importância de lavar as mãos corretamente antes de ir comer e do que esse processo pode influenciar a qualidade dos alimentos e da nossa saúde. Falamos de micróbios, de dores de barriga, de dói-dóis e de tudo aquilo que podemos “comer” sem querer, se não lavarmos bem as mãos e sobre conservação dos alimentos. Foi então por essa altura que comecei por perguntar onde é que as mães e os pais guardavam, por exemplo, a fruta? E eles respondiam quase todos: “no cesto da fruta”. Muito bem! E o que é que acontece se deixarmos a fruta muito tempo no cesto? – Perguntava eu , e eles respondiam que a fruta ficava podre. E o pão? – Continuava eu. Fica podre, fica verde, disseram alguns meninos. Foi então que perguntei onde é que poderíamos guardar alimentos sem que ficassem podres? E praticamente todos responderam: no frigorífico!
Depois da nossa conversa sobre como deveremos guardar os alimentos, lá fomos nós fazer as nossas experiências. Para tal, tinha levado maçãs, bananas e um pedaço de pão. Colocámos metade da maçã num saco e uma fatia de pão noutro saco e depois fomos coloca-los no frigorífico. A outra metade da maçã e a outra fatia de pão, foram também colocados em sacos de plástico separados e foram deixados na nossa sala, junto à janela.
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E assim, tivemos de aguardar uma semana, para observar o resultado da nossa experiência.
Comecei por mostrar os alimentos que tinham ficado na sala. A maçã estava castanha e mole e o pão estava cheio de pó verde e amarelo. Ainda perguntei se eram capazes de comer aqueles alimentos e claro que gritaram todos que NÃO!
Seguidamente, mostrei-lhes os alimentos que tinham ficado guardados no frigorífico e estavam iguais à semana passada, ao início da experiência. A maçã estava bonita e o pão continuava branco.
Estes alimentos cheiravam bem e todos nós e seríamos capazes de come-los. Então voltei a perguntar porque é que os alimentos que tinham ficado na sala estavam podres e os do frigorífico não? Alguns meninos responderam que o frio não deixa estragar e nessa altura expliquei-lhes porquê:
À nossa volta e em todo o lado existem uns “bichinhos” que não se vêem e que se chamam micróbios. Embora não os consigamos ver, eles existem e a comida também está cheia de micróbios. Quando existem boas condições para os micróbios “crescerem”, ou seja, quando há muita comida para eles e um pouco de calor também, não perdem tempo e “transformam-se” em muitas famílias de micróbios e como são muitos e têm muita fome, fazem “buraquinhos nos alimentos, deixando-os podres. Os alimentos que são guardados no frigorífico ficam frios e os micróbios como não gostam de frio, não conseguem “crescer” e estragar os alimentos que lá estão guardados. Depois expliquei também que não existem só micróbios maus, que também há micróbios bons que nos ajudam a fazer alguns alimentos, como por exemplo aqueles que transformam o leite em iogurtes de que tanto nós gostamos. Também falamos dos micróbios maus que nos fazem dói-dóis e que é por isso que devemos lavar sempre as mãos antes de comermos, para que esses maus micróbios não entrem na nossa comidinha. Depois de tanta aprendizagem, fizeram os registos bem bonitos e cheios de micróbios!
Um bom dia de aprendizagens sobre alimentação…e divirtam-se!
Dulcineia








